Comitê Popular dos Atingidos pela Copa 2014

Belo Horizonte | MG | Brasil

SE O TROPEIRO NÃO VOLTAR A REGIONAL PAMPULHA VAI PARAR!

Hoje, dia 2 de Outubro de 2014, os Barraqueiros do Mineirão ocupam a Regional Pampulha na luta pelo seu retorno ao entorno do Mineirão, tradicional espaço de comércio popular e pelo direito humano ao trabalho.

 

o do estádio de futebol Mineirão desde a década de 60. Em 2010 foram expulsos do seu local de trabalho para dar lugar às obras da Copa do Mundo que acarretariam na privatização do estádio pelo grupo Minas Arena. A época nenhuma alternativa de trabalho ou compensação foi assegurada pelo Estado de Minas Gerais ou pelas empresas do consórcio.

 

Sempre na luta, os barraqueiros se mobilizaram junto ao COPAC, às universidades e órgãos públicos para reivindicar o seu retorno ao Mineirão, além de outras garantias como o direito de trabalhar em feiras temporárias e medidas de compensação justas. Nada além de promessas obtiveram do Estado. A secretaria especial da Copa chegou a exigir que os barraqueiros fizessem cursos de capacitação e de línguas para trabalharem nos estádios e nada do que prometeram foi efetivado.

 

Em 2013 as mobilizações de rua abraçaram a luta dos Barraqueiros e os levaram até a mesa do governador Antônio Anastasia, que se comprometeu com o retorno dos barraqueiros em documento assinado em próprio punho. Em sequência foi instalada uma mesa para negociar o retorno dos barraqueiros junto ao gabinete do governador. Após muito debate elaborou-se um projeto para a nova feira de alimentos que dependia apenas do licenciamento da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). O projeto foi debatido em audiências públicas, apreciada pelo Ministério Público e por órgãos de licenciamento da PBH. Nas vésperas da Copa a PBH se comprometeu com o projeto e reuniões foram realizadas com a regional Pampulha.

 

Foi-se a Copa do Mundo. Deixou para poucos empresários estádios, aeroportos privatizados e contas bancárias bem gordas. Para muitas e muitos um grande legado de violações e sofrimento. Para os Barraqueiros do Mineirão mais uma vez a negativa da PBH, que se recusou a conferir as licenças necessárias e agora se recusa a dialogar com os Barraqueiros.

 

Em audiência pública para tratar do retorno dos Barraqueiros, no dia 1 de outubro, a PBH nem ao menos chegou a comparecer! Portanto vamos até a regional Pampulha cobrar uma solução definitiva para o retorno de todos os Barraqueiros do Mineirão! Não aceitaremos mais ser enganados pelo poder público, estamos lutando por nossos direitos!

 

Esperamos que a Prefeitura de Belo Horizonte mostre sensibilidade e honre a sua palavra convocando uma reunião extraordinária para acertar os detalhes e a data de retorno do comércio tradicional de alimentos dos Barraqueiros do Mineirão.

 

Volta Tropeirão!

 

Pelo respeito e reconhecimento do comércio popular tradicional!

 

Viva a luta de todos os trabalhadores/as informais desta cidade e deste país!

 

Assinam essa Nota:

 

ABAEM – Associação de Barraqueiros da Área Externa do Mineirão

COPAC – Comitê Popular dos Atingidos pela Copa

Brigadas Populares – Minas Gerais

 

Ernane, liderança da Associação de Barraqueiros do Mineirão, na prefeitura de BH, antes de entregar o abaixo assinado com 11 mil assinaturas ao Prefeito.

Ernane, liderança da Associação de Barraqueiros do Mineirão, na prefeitura de BH, antes de entregar o abaixo assinado com 11 mil assinaturas ao Prefeito.

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